O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) iniciou uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil, avaliando se estão prejudicando as exportações americanas. Este movimento acontece após o presidente Donald Trump cogitar uma tarifa de 50% contra o Brasil. Sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a investigação irá explorar práticas brasileiras referentes ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
"Determinei que as barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil merecem uma investigação aprofundada", declarou Jamieson Greer, representante comercial dos EUA. Trump alega que o Brasil tem atacado as atividades de comércio digital das empresas americanas, e impôs uma tarifa de 50% a partir de 1º de agosto, associada a questões políticas relativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
As tarifas propostas surgiram após Trump enviar cartas a outros países com o intuito de implementar novas taxas de importação. O caso brasileiro destaca-se, visto que o país não foi inicialmente visado pelas tarifas recíprocas e enfrenta déficits na balança comercial com os EUA. As implicações dessas tarifas podem ser significativas, com analistas como JPMorgan estimando um impacto de até 1,2% no PIB do Brasil.
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