Golpes em Viagens Geram Prejuízo Bilionário

Golpes em Viagens Geram Prejuízo Bilionário

Os golpes no setor de hospedagem e alimentação têm causado perdas significativas, com um impacto de cerca de R$ 135 milhões só em São Paulo no último ano. A nível nacional, o prejuízo totaliza aproximadamente R$ 2,4 bilhões, segundo a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp). Um dos golpes mais comuns envolve falsas hospedagens, onde consumidores compram diárias inexistentes, enfrentando surpresas desagradáveis ao tentar fazer check-in.

Os Golpes Mais Comuns em Viagens

Golpistas vendem falsas diárias através de agências não autorizadas que não garantem reservas. Um exemplo notável é o caso da 123 Milhas, que afetou clientes e fornecedores em 2023, com perdas superiores a R$ 135 milhões em São Paulo.

Prevenção e Segurança

A Fhoresp recomenda verificar sempre com o hotel antes de realizar pagamentos e optar por métodos que ofereçam proteção, como seguros de viagem em cartões de crédito. Avaliar a reputação da agência de viagens em plataformas de avaliação também é essencial.

Outros Golpes em Destaque

Falso QR Code

Fraudadores podem adulterar QR Codes para desviar pagamentos ou roubar dados. A solução é validar a autenticidade dos QR Codes com aplicativos específicos e confirmar se o link é legítimo.

Wifi Fraudulento

Redes Wi-Fi falsas podem ser armadilhas para roubo de dados. Recomenda-se que consumidores usem redes com criptografia WPA3 e que estabelecimentos invistam em VPNs para proteger seus clientes.

Impacto em Buffets e Bebidas

Golpistas em buffets desaparecem sem prestar serviços ou cancelam em cima da hora. Para evitar isso, é aconselhável dividir pagamentos e verificar as referências da empresa. Além disso, cerca de 36% das bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil são adulteradas, causando uma perda fiscal expressiva.

A criação de um Cadastro de Estelionatários foi sugerida para combater esses crimes no setor, que geraram uma perda total estimada de R$ 100 bilhões em 2024, prejudicando não apenas consumidores, mas também o setor privado e as receitas governamentais.