Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou uma importante alteração no prazo de vencimento das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs), que agora passa de nove para seis meses. Este ajuste visa proporcionar maior liquidez diária após o período de carência, oferecendo isenção de Imposto de Renda aos investidores. Para muitos gestores e alocadores, essa mudança pode impactar a captação dos fundos, especialmente os de crédito.
Avaliação de Mercado
Para o diretor de investimentos da Suno Asset, Vitor Duarte, ainda é cedo para definir o real impacto dessa alteração. Ele destaca que bancos já oferecem LCIs e LCAs com a nova carência de 180 dias e taxas atrativas: "É muito cedo para dizer se vai voltar a drenar recursos dos fundos, mas 180 dias é um muro melhor para pular do que um ano ou nove meses e tende a ter boa atratividade."
Impacto em Outros Instrumentos
A ampliação da restrição na emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs), segundo Duarte, pode transferir a demanda cativa para LCIs e LCAs, prejudicando os fundos. Historicamente, estas mudanças causaram migrações significativas para fundos líquidos. Porém, a alteração recente no prazo mínimo não deve forçar mudanças drásticas nos investimentos, conforme destaca um gestor anônimo.
Percepção de Gestores
Marco Bismarch, da TAG Investimentos, sugere que, apesar da mudança, o impacto na demanda será pequeno. Para ele, o problema maior ocorreu quando o prazo mínimo era de apenas três meses. "De nove para seis meses não irá promover grandes mudanças", aponta.
Concluindo, gestores ainda aguardam para ver como a alteração no prazo de vencimento de LCIs e LCAs influenciará o mercado. Se este artigo foi útil, compartilhe e deixe seu comentário abaixo.
