A marca chinesa NETA, pertencente à Zhejiang Hozon New Energy Automobile, está atualmente enfrentando dificuldades financeiras na China, após um pedido de falência já ter sido ajuizado oficialmente. Este movimento foi confirmado pelo governo local, conforme relatado pela agência Reuters. Um credor entrou com a petição de falência contra a empresa no mês passado, segundo informações da plataforma nacional de divulgação de falências corporativas da China.
Apesar do cenário complicado na China, onde várias lojas foram fechadas e a produção de carros foi paralisada, a NETA permanece ativa em suas operações internacionais. No Brasil, por exemplo, a montadora continua suas atividades e garante que não corre risco de encerramento. Um grande lote de carros já está nos portos brasileiros, aguardando distribuição.
No entanto, até agora, a marca vendeu apenas 47 veículos no Brasil. Desses, 23 unidades foram do modelo NETA Aya e 24 do modelo NETA X. Esses números contrastam com um estoque considerável de 700 veículos localizados no Porto de Cariacica, no Espírito Santo, prontamente nacionalizados e em espera para distribuição. Além disso, outro lote, cuja quantidade exata não foi divulgada, aguarda despacho no Porto de Santos, em São Paulo.
Joseph Zhu, gerente-geral da Neta Auto Brasil, destacou a importância do mercado brasileiro para a marca. Segundo Zhu, o Brasil é um país onde os consumidores valorizam produtos de alta qualidade a preços justos e possui um potencial significativo para contribuições ambientais, dadas suas riquezas naturais. Zhu assegura que as operações no Brasil estão ocorrendo normalmente e expressa grandes expectativas para o crescimento futuro.
A marca também está presente em mercados como Indonésia e Tailândia, e o pedido de falência na China não parece ter impactado diretamente suas operações fora do país. Ainda assim, a NETA prepara-se para receber um novo lote de veículos da China, embora detalhes sobre o volume dessa remessa não tenham sido divulgados.
Em um esforço para tranquilizar stakeholders e clientes, Zhu também revelou que a NETA tem atraído interesse de empresas para compras por meio de vendas diretas. Ele reforçou o compromisso da marca em continuar suas operações com vistas ao futuro.
A situação da NETA ilustra os desafios enfrentados por montadoras chinesas em um mercado doméstico saturado e a estratégia de buscar oportunidades no exterior como forma de sobrevivência e expansão.
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